No Coração do Rio Grande, desde o dia 1º de setembro, a Chama Crioula permanece na sede da 13ª Região Tradicionalista (13ª RT) desde que saiu da Mostardas, na Região Sul do Estado.
Neste sábado, a partir das 14h, centelhas do fogo símbolo do Rio Grande serão distribuídas as 38 entidades tradicionalistas de Santa Maria vinculadas a 13ª RT, que somada a outras cidades da região conta 87, grupos, departamentos e demais centros de tradição gaúcha. O ato ocorrerá em frente à Basílica Nossa Senhora da Medianeira.
– A distribuição é o momento máximo para o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Foi por ela que tudo começou com o Grupo dos 8, em Porto Alegre – salienta o coordenador da 13ª RT, Luiz Sérgio Fassbinder.
ORIGEM
A pira que mantém acesa a tradição tem origem em 1947. O Grupo dos 8 , à época, formado por estudantes do Colégio Júlio de Castilhos que residiam em Porto Alegre e que tinha como uma das lideranças Paixão Côrtez , formavam um departamento de tradições gaúchas com a finalidade de preservar as memórias e o campeirismo do Estado.
Na sequência da Semana da Pátria daquele ano, se criava a Ronda Crioula, que começava no dia 7 de setembro, com a extinção da pira da pátria e se estendia até o dia 20 de setembro, o Dia do Gaúcho, data que celebra a Revolução Farroupilha. A retirada de uma centelha do "Fogo Simbólico da Pátria" passava, então, a ser transformada em Chama Crioula.